quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Elas não tem culpa.


Uma homenagem digna do meu blog ao dia das crianças. Sim, por que o tal dia das crianças é uma imposição do sistema, uma estratégia comercial, e blá blá blá. O que me motivou, no entando a escrever foi uma notícia no maior jornal da cidade, anunciando que vai acontecer, aqui no Paraná, o Encontro Estadual dos Sem-Terrinha. Isso mesmo amigo leitor, uma facção infantil do MST! Imagino que momento singelo vão viver esses pequenos seres, infantis, inocentes, em um contato de imersão com as ideologias sociais, tão adultas, da nossa esquerda militante.
Observem, o MST possui um coordenador de educação, gente, nem o Estado tem isso, uma figura que, orgulhosa, afirma ser este encontro um" importante momento para reflexão sobre os direitos das crianças". Reflexão? Eu posso ajudar nisso:

Começamos com o título: Sem-Terrinha. Numa analogia um pouco mais real, eu imagino com esta expressão uma legião de pequenos, com foices à tiracolo, as meninas de lenço na cabeça, os meninos de chapéu de palha, bandeiras vermelhas, marchando em direção ao McDonald's, invadindo o playground, e lá armando suas lonas pretas, preparando um chimarrão, um churrasco, lógico, tudo pago por mim e por você, afinal, gostamos de crianças.
O nosso amigo coordenador também afirmou na matéria que a "criança que vive em assentamentos tem outra visão de mundo", também acho que esta frase merece uma analogia, sempre com o carinho que me é característico aos irmãos do MST:
Posso imaginar que esses pobres seres sejam obrigados a ver o mundo de uma maneira, digamos, bolivariana, ou cheguevariana, ou ainda, petista, ou pesolista, ou até mesmo, como militantes do PV. Que outra visão de mundo elas poderiam ter? Claro, elas serão militantes, empunharão as foices e ancinhos como armas, ou somente armas, e jamais terão nenhuma noção de propriedade ou direitos além daquela pregada por um movimento amoral e corrompido pela política petista. Os impostos que financiam este movimento poderiam perfeitamente dissolvê-lo e eliminá-lo, uma vez caracterizados vários crimes cometidos em razão de um movimento "social".
Amigo leitor, as crianças não tem culpa. Veja só, o tal coordenador de educação também afirmou que elas vão discutir os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, e também a identidade dentro do Movimento. Fecho os olhos por um momento e vejo: crianças debatendo sua identidade, parece um sonho, um deles está com o microfone enquanto todos os outros anotam com atenção a palestra. São palavras libertárias como "companheiros", "revolução", "sistema", "capitalismo". Ao final do discurso, todos se levantam e plantam uma árvore, representando o "brotar de uma luta que ramificará e dará muitos frutos", bonito, não?

Vamos ao significado de tudo isso, teremos mais gerações de invasores, sem respeito ao alheio, sem respeito à ordem pública, sem lei, religião, ou outra coisa que lhes forneça algum norte moral. Teremos mais gerações favelizando os assentamentos, por não receberem instruções de qualidade sobre o uso da terra que vão ganhar, sem nenhum esforço produtivo. Isso, amigo leitor, não é culpa das crianças. Porém, alerto, se não evitarmos que elas cresçam com estes ensinamentos, no futuro, deixarão de ser inocentes, e teremos cada vez mais despesas com adultos que não gostam muito de trabalhar. A conta? Vai para a minha e para sua casa.

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