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Para Encerrar o Mês do Cachorro Louco, as Pérolas da Relevância

Do Excesso de Sabedoria de alguns,  até uma morte trágica em Juiz de Fora, vamos nos despedir de Agosto, aquele famoso mês que precede Setembro. 


foto: JF da Depressão


Lição de Humildade

No UOL, Marieta Severo esbanja humildade:  “A Sabedoria me enche um pouco o saco”. Artistas da antiga Vênus Platinada, amaciados por anos de conforto e descolamento da realidade, deveriam ser automaticamente dispensados do bom uso da diplomacia, boas maneiras e humildade.  Afinal, estão em outro patamar, como MarietaSevero, cuja carreira foi tão relevante quando o fato de ser ex-mulher do Chico Buarque, esse sim, relevante, mas nem tanto.

Pensando a Semana 02/11

Uma Visão Embaçada das Pérolas Midiáticas dos Últimos Sete Dias do Resto das Nossas Vidas. 


Sei.


Vitória da Esquerda Na Argentina


Os Hermanos estão em plena festa bolivariana com o retorno de Cristina Kirshner ao poder. Sim foi ela quem voltou ao poder. Aqui a esquerda celebrou como se não houvesse amanhã, e como se não houvesse conta pra pagar no final do mês. Pra quem trabalha, a Argentina não é ninguém na fila do pão. A discussão é inválida. Segue o jogo.


Pensando a Semana 05/10

De dólares na cueca, passando pela namorada de Lula, à depressão do final de ano, uma semana cheia de fatos controversos. Deu até pra deixar o Presidento de fora. Boa sorte. 




Esse é Jesus Cristo, para a Pastoral da Juventude.


Luciano Huck Presidente


O apresentador da Rede Globo  Luciano Huck  dá sinais de que vai entrar para a política. Ficamos no aguardo também por Silvio Santos, Raul Gil, Faustão, Ratinho (o pai do filho) , William Bonner, Renata Vasconcelos e Raquel Sherazade, essas duas últimas na cota pras meninas. Aí a gente já sabe que o show tem roteiro, pauta e fantasia. Não muda muita coisa.


A Mídia Social da Audiência Desqualificada Está Polarizada.

A produção artística brasileira está diretamente ligada à ideologia de seus autores, ou de quem a divulga, consome ou propaga.





A atual ambientação social é um desafio para os artistas. Fala-se muito em certas obrigações sociais dos artistas, como, se em troca de alguma visibilidade, fossem todos obrigados a catequizar em favor de um lado ou de outro. O pensamento livre é deixado de lado em busca de favores esdrúxulos da mídia ou do Estado. E a arte vai ficando assim, de lado, sem conteúdo e sem sentimento.

A primeira e mais importante causa desta situação é a maneira industrializada e comercial com que são tratados alguns segmentos.   A internet nos salva há alguns anos, melhorando o acesso à diversidade artística, mesmo que essa facilidade tenha diminuído muito nos últimos tempos, com o evidente favorecimento dos grandes veículos de mídia à comunicação do que é comum, popular.

Jamais esqueceremos isso, Jessica.


Jessica Lange é Elsa Mars em AHS - Freak Show.



Nos raros momentos em que a catarse chega à televisão, é possível termos um pouco de alegria no nosso coração de artista. Quando vemos algo assim e nos transportamos para dentro da cena, sorrimos e sentimos que o artista nos olha dentro dos olhos e diz "é por isso que eu faço o que faço". 
Mesmo sabendo que entre nós e eles estão as frias máquinas de fazer arte, há uma crescente esperança de que a qualquer momento possamos estar entre os monstros, cantores, palhaços, gângsters e heróis que criamos com a mera intenção de nos entreter. Mas que por um doce acaso, acabam por fazer muito mais do que isso.  Aí embaixo, Jessica Lange na invejável performance do episódio 3 de American Horror Story - Freak Show, interpretando Lana Del Rey, com Gods and Monsters. 






PREJUÍZOS CULTURAIS - Quarta Parte - Xuxa Meneghel


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É inevitável falar de televisão, quando falamos em prejuízos culturais. Em uma mídia de massa, qualquer descuido de caráter na produção de determinada programação terá conseqüências catastróficas para a audiência, seja ela qualificada ou não. Afirmo, porém que esse texto nada tem a ver com a vida pessoal de Maria da Graça Xuxa Meneghel, pela qual não me interesso e tão pouco desejo comentar.

PREJUÍZOS CULTURAIS - Terceira Parte - A teledramaturgia


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Estou pronto para, depois deste texto, ouvir as reclamações libertárias do tipo: “exagero seu, é apenas diversão, afinal, o que seríamos sem nos divertir um pouquinho?”, ou ainda “você está louco, vendo coisa onde não tem nada”, e também “a única diversão do pobre, e você ainda critica?”.
Já respondendo às questões levantadas acima, em primeiro lugar, na minha opinião, brasileiro se diverte demais. E para finalizar, também sou pobre.
Não. Não sou contra novelas, afinal, é um excelente meio de faturamento, geração de empregos e entretenimento. O problema é que, após descobrir-se como tal, a novela brasileira passou a ser

PREJUÍZOS CULTURAIS - Segunda Parte - Golpes de Visibilidade e Reality Shows.


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Nos áureos tempos da produção midiática mais séria (sim, estes tempos já existiram, com poucos registros, infelizmente) o show era alimentado pelo achado de bons artistas, não havia muito oportunismo, ou existia talento, ou não havia oportunidade. Afinal, a audiência era mais qualificada e dificilmente passaria “qualquer coisa” pelo seu crivo, uma posição crítica que não existe mais, afinal a televisão é hoje um produto popular, está presente em todos os lares do país, de uma forma assustadora e logicamente, com uma vantagem comercial imensa.

PREJUÍZOS CULTURAIS - Primeira Parte - O caso de Sean Goldman

Esta série de artigos tem a ousada missão de revelar, ou até mesmo mensurar quais os prejuízos que sofremos com os desmandos da mídia, seja ela qual for ou a qual grupo pertença. Logicamente, que a Rede Globo deverá ter mais citações, pois é a líder em produções, audiência, possui um alcance maior, etc. Porém, a priori, não há aqui nenhuma intenção de ofensa ao trabalho, mas uma oportunidade de detecção crítica de lacunas que, de alguma forma, geram um vácuo cultural que em nada nos agrega, informa ou diverte.

QUEM ESTÁ NA CHUVA...


Chuva artificial no BBB 10. Privilégio de poucos que muitos assistem embaixo d'água.



Vamos parar um pouco com a comédia. Tenho consciência de que os escritos mais engraçados são os que mais agradam, mas nem só de risos sobrevive nossa mísera cultura. Já estamos no final do mês de fevereiro e tudo o que vimos até agora foram chuvas consumindo nossas cidades, devastando nossa infra-estrutura pobre e sem planejamento, fruto da corrupção do governo e dos péssimos hábitos da população. Tragédias como a de São Paulo são cada vez mais constantes, e fica evidente o despreparo da máquina estatal, aparelhada com muitos estudiosos que se mataram de estudar para conseguir uma vaga nas tetas do tesouro, mas que na hora de resolver as demandas sociais são ineptos, displicentes e omissos.
A situação, também não deixa de ser engraçada. É uma verdadeira “enxurrada” de informações (metáfora perfeita) inúteis sobre “como aconteceu”, “por que aconteceu” ou ainda “como evitar que aconteça” e “como poderia se ter evitado “. Os jornalistas tomam espaço nos botes dos bombeiros, que deveriam estar transpondo vítimas ou alimento, para fazer “imagens exclusivas” e tomar “depoimentos emocionantes” das pessoas que contemplam seus pertences indo , literalmente, por “água abaixo”.
Não distante disso, estamos diante do diverso reality show mais famoso do Brasil, que, curiosamente, tem chuva artificial! Tão triste esse comparativo, eu sei, mas não chorem um rio de lágrimas, não é necessário ficar imaginando uma família num barraco alagado assistindo à prova do líder, na qual cai chuva artificial. Pobres brasileiros, seria difícil imaginar então, que, além da chuva, as brigas, romances, flertes, opiniões, e até as crônicas do Bial sejam artificiais? Fica aí, para você pensar na sua cama, de preferência sob um telhado sem goteiras.
E a política? Essa sim, digna de muitos risos, um verdadeiro “mar de lama”. Há um ano vejo o PT fazendo campanha com a tal Dilma, amiga de Fidel, de Hugo Chavez, do Dirceu e de tantos outros companheiros, falando o que quer e o que bem entende, pretendendo controlar a imprensa e outros subterfúgios da democracia, tudo isso diante de uma oposição claramente despreparada. O PSDB rachado, sem rumo depois que ficou praticamente órfão de FHC. O DEM (partido com o qual mais me identifico, por hora, respondendo há alguns amigos que me consideravam tucano, não o sou) também órfão de ACM, e um Ciro Gomes que agora só aparece sem a Patrícia Pilar, e nem sabe se é candidato a alguma coisa. O PV ganhou Marina Silva, eloqüente no seu discurso, porém frágil na sua vitalidade e com o defeito grave de ser “sustentável” demais num momento em que o assunto não passa dos projetos interessantes que, quem sabe, um dia serão aplicados. A realidade é dura, ecologistas não ganharão eleição alguma, pois não formam uma maioria. O PMDB já teve seu momento, está ruindo aos poucos e só não acaba por ter alguns políticos craques na articulação e na amarração de alianças viscerais, como esta com o PT, claramente comercial. A morte do PMDB é um fato ao qual quero estar presente, beberei com prazer o corpo deste falecido, especialmente na presença de Roberto Requião, Maurício Requião, Eduardo Requião e Papelarias Requião. Enquanto isso, Lula é quem bebe, faz a festa e navega na sua merecida popularidade, e obriga o FHC a se levantar da cadeira, para motivar o PSDB. Vale a pena esperar os próximos episódios.
É isso mesmo, a batalha está acontecendo o tempo todo, enquanto cai uma chuvinha aqui, outra ali, não é nenhuma conspiração, é apenas o fato de que existe alguém mais esperto que você, se beneficiando das horas em que se deixa levar por qualquer conversinha democrática. Mais cedo, ou mais tarde, todos teremos de nos molhar, e nenhuma das belas palavras do Bial poderá lhe confortar, tampouco os “heróis” do confinamento poderão lhe salvar. E tenho dito.